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A ARTE DE VOAR

Com 35 anos de mercado, E a marca de 14 hangares pelo país, a Voar se destaca na aviação executiva. Nos últimos anos, a empresa ampliou suas frentes de atuação e ganhou ainda mais espaço no concorrido mercado de manutenção e fretamento de aeronaves do Brasil. Na torre de comando de tão altos voos, está Alessandra Abrão, CEO da empresa E totalmente engajada no modelo de expansão assumido. Para ela, as transformações da aviação foram positivas, inclusive trazendo um panorama muito mais democrático, o que impacta o país de forma econômica e social. 

Em sua opinião, quais foram as principais transformações no setor da aviação executiva ao longo das décadas?

Tecnicamente falando tivemos diversas inovações tecnológicas como a automação das aeronaves e incorporação de dispositivos que garantem maior segurança de voo e redução de falhas relacionadas a fatores humanos. Mas não apenas isso, pois principalmente nas duas últimas décadas, houve consideráveis aperfeiçoamentos na regulamentação, na infraestrutura dos aeroportos e na qualificação de profissionais do segmento, tornando a aviação executiva muito mais efetiva e democrática.

Quais são os fatores que garantem aos clientes o melhor serviço na aviação executiva?

Segurança é imprescindível e é nosso valor mais importante. A comodidade é resultado da dedicação aos detalhes que caracterizam a experiencia de um voo executivo.  Esse binômio de fato reflete dois fortes valores em nossa organização.

Os donos de aviões e os clientes que fretam ou locam as aeronaves executivas. Quais são as particularidades dos dois tipos de usuários?

A VOAR dedica-se a ambos os públicos. Para proprietários e operadores de aeronaves executivas oferecemos toda a infraestrutura, ou seja, manutenção, hangaragem, atendimento aeroportuário, assessoria em compra e venda, entre outras atividades correlatas. Somos um centro de serviços autorizados de grandes fabricantes e atuamos fortemente para prover os mais altos níveis de segurança e eficiência nessas operações.

E para o público que não tem sua própria aeronave e busca transporte personalizado, sobretudo para localidades não atendidas pelas linhas aéreas regulares, a VOAR atua fretando aeronaves de sua frota.

No universo TheInsider, as viagens de entretenimento têm grande destaque, como essa prática se insere na aviação executiva?

Nosso cotidiano é promover experiências de VOAR. É adequar roteiros personalizados a destinos prioritariamente não atendidos pela aviação regular. São experiências únicas e tratadas como tal, onde os passageiros definem o horário mais conveniente, suas preferências de refeição de bordo e até mesmo se querem a companhia de seu pet.

As mulheres têm assumido cada vez mais posições de destaque. Como você vê o seu papel à frente de uma das maiores empresas da aviação executiva do Brasil? Passou por desafios?

Acredito que o mercado caminha em direção à igualdade. Na Voar, temos consciência de que todos somos iguais, cada um com suas habilidades e aptidões. Esses desafios são barreiras a serem transpassadas, para que oportunidades, responsabilidades e direitos sejam igualmente oferecidos tanto a homens quanto a mulheres, afinal, profissionalmente não vejo nada que nos diferencie.

A expansão da Voar para o Sudeste foi uma das conquistas dos últimos anos. Os públicos são distintos? E a forma de atuar?

A aviação no Centro-Oeste é prioritariamente movida pelo agronegócio enquanto no Sudeste o movimento está principalmente na indústria e nos segmentos financeiro e advocatício. Além disso, a região Sudeste concentra mais de 53% das operações de táxi-aéreos do país, o que amplia a nossa participação nesse mercado, garantindo caráter nacional e internacional à nossa operação.

Como você vê a importância de fidelizar os clientes e quais são as ações nesse sentido?

É cada vez mais necessário nos remetermos às origens do conceito de fidelização no sentido de garantir que o cliente esteja satisfeito e seja leal à empresa. Pode até ser uma discussão conceitual, mas hoje o mercado massifica o conceito de fidelização. O mundo “flix” da última década busca assinantes e isso nem sempre gera valor para o cliente. Nossa cultura foca na individualização do atendimento. O respeito à vida é um valor muito forte para nossa organização tanto na segurança de voo quanto nos delicados momentos de um transporte aeromédico. São nesses momentos que você realmente faz a diferença para o cliente. Isso é o que de fato chamamos de fidelização.

E a Alessandra fora do ambiente do trabalho? Gosta de viajar? Quais os lugares que mais gosta de visitar?

Adoro roteiros gastronômicos e, toda vez que abro a revista TheInsider, faço o update da minha Wish List.

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