LE ROYAL MONCEAU PARIS

Quem nasceu para majestade nunca perde a realeza, ainda que o peso da coroa seja esse, de romper com tudo que era conhecido para se lançar em uma nova era. Foi assim, a partir de sua própria revolução francesa, que o Le Royal Monceau – Raffles Paris voltou ao trono da capital francesa. Tudo recomeçou em 2010, quando hóspedes, amigos e imprensa puderam conferir de perto o processo radical de metamorfose que custou dois anos e 800 milhões de euros. O extreme make over do hotel palácio foi liderado pelo designer francês Philippe Starck, que fez das dependências do Le Royal Monceau uma doce e criativa metáfora de Paris e da própria vida. Assim sendo, a arte, a hospitalidade, a moda, o aconchego e a alta gastronomia se encontram no número 37 da distinta Avenue Hoche – de onde ainda se avista, logo na esquina, o imponente Arco do Triunfo. Mas para que não descolemos nossos pés do chão diante de tanta beleza, Starck nos traz sutilmente de volta a terra quando, propositalmente, introduz um pouquinho de caos nas dependências do hotel: um tapete desalinhado, um abajur torto, uma mesa ligeiramente fora do lugar – tudo para nos lembrar que a vida não é retilínea; ela é cheia de pequenos incidentes que tornam nossa experiência humana ainda mais surpreendente. 

Não foi por falta de aviso ou tentativa: o designer francês Phillippe Starck fez tudo o que estava ao seu alcance para nos manter em equilíbrio com a realidade, mas é impossível não voltar às nuvens quando provamos as maravilhas que fazem do Le Royal Monceau – Raffles Paris um hotel cinco estrelas com louvor. O “faz de conta” parisiense começa cedo, logo no café da manhã, servido no La Cuisine, do chef Laurent André. Ali, o dia tem início da forma mais orgânica possível, com sucos naturais e opções de pastry feitas na hora. Democrático em tudo que lhe diz respeito, o La Cusine acompanha a rotina de seus hóspedes e, aos finais de semana, permite que a manhã se arraste até mais tarde em um brunch generoso. Outra tentação a qual não devemos resistir no hotel é o Il Carpaccio, restaurante italiano condecorado com uma estrela Michelin. Liderado pelo chef Roberto Rispoli, natural da Toscana, o restaurante tem cardápio pautado pelas estações, uma vez que só admite produtos frescos.

Para comemorar os 30 anos da casa, Rispoli foi pessoalmente até a região da Sicília para criar o próprio azeite de oliva da casa. Não bastasse os pratos fartos e bem elaborados, o Il Carpaccio tem como trunfo as sobremesas tipicamente italianas, mas com um toque especial que somente um chef patissier do calibre de Pierre Hermé poderia fazer. Momentos mais descontraídos merecem um ambiente a altura — e, no caso, a melhor pedida seriam as mesas do Le Bar Long, com atmsofera mais casual e friendly, e com horários mais flexíveis também. Para fechar com chave de ouro o hall de gastronomia deste “palácio”, o Terrace é um restaurante que, como o nome sugere, fica em um ambiente mais aberto — na descrição oficial, é até chamado de “restaurante do jardim”. Embora não seja o carro chefe do hotel, talvez seja o que melhor lhe define: ele muda conforme as estações, mas nunca deixa de florir. As mesas, dispostas entorno de uma espécie de claraboia, deixa transparecer as águas sempre inquietas da piscina do spa, localizada no piso inferior.

A paixão pela cultura que corre nas veias dos parisienses escorre também pelos corredores do Le Royal Monceau, único hotel do mundo a colocar à disposição dos hóspedes um Art Concierge –profissional especialista em tendências culturais, capaz até de fechar o Pompidou para visitas privativas por algumas horas. Embora as chaves douradas dos concierges do hotel-palácio possam abrir qualquer porta, não é preciso ir longe para descobrir o melhor da vida cultural de Paris, uma vez que a própria estalagem abriga uma galeria dedicada à arte moderna e uma livraria definida pela curadoria minuciosa, reunindo os melhores livros, revistas e objetos tangíveis ao universo da moda, do cinema e da arte. Quando as opções forem muitas e a mente pedir descanso, uma visita ao Spa My Blends by Clarins pode ser a solução para todos os dilemas. Também conhecido como “paraíso branco”, o centro e relaxamento do Le Royal Monceau abriga uma das maiores piscinas indoor de Paris, com 24 metros de comprimento e 8 de largura.

Eleito o melhor Spa de Hotel em 2012 pelo Virtuoso Award, o My Blends by Clarins se pauta pela singularidade de seus clientes, já que adapta seus tratamentos ao perfil de seus usuários.  Depois de relaxar em um ambiente totalmente branco, uma explosão de cores espera pelos hóspedes nas telas do Le Cinéma de Lumiéres, com capacidade para 99 espectadores. Equipada com máquinas de última geração, a sala de cinema do Le Royal Monceau está apta a reproduzir filmes 3D, o que o coloca na mira das premières mais exclusivas da França e além.  Como era de se esperar, as 149 suítes do hotel-palácio são equipadas com todos os itens de conforto que se pode imaginar: cama king size, ducha pressurizada, walk in closet, televisã de plasma e muito mais. Todos os quartos, do singelo studio room à majestosa Suite Presidencial 241, de 280 m², resumem em si toda a filosofia da estalagem e equilibram, cada um a sua maneira, essa mistura única de caos, arte, cores, cultura, sabores, tecnologia e paraísos urbanos –e nos lembram constantemente que não é preciso dormir para se poder sonhar. 

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