MANDARIN ORIENTAL MILAN

Quando viajamos pelo mundo, há muito o que ver, muito o que descobrir. Mas se o próprio hotel já é um hotspot que convida os hóspedes a viver intensamente cada um de seus espaços, qualquer destino se torna inesquecível. Claro que, em Milão, tudo fica ainda mais interessante. Como não amar?

Chegamos em Milão com a certeza de que a nova unidade da rede Mandarin Oriental não nos decepcionaria. Mas a experiência foi muito além disso. Mesmo sendo um hotel grandiloquente, com uma estrutura que comporta mais de uma centena de quartos e uma equipe também numerosa, tivemos uma série de surpresas nos detalhes, nas minúcias. Aquelas que fazem a hospedagem ser parte integrante dos melhores momentos de um destino. E, diga-se de passagem, que destino! Milão, com seus monumentos históricos, seus moradores elegantes e descolados, sua ótica de design para tudo que constrói ou reconstrói realmente precisa ter opções de alto nível para receber os viajantes mais exigentes do mundo. E o Mandarin é o mais novo responsável por essa tarefa na cidade.  As dimensões realmente impressionam, mas é o seu formato que faz com que o tamanho, em vez de intimidar, convide os hóspedes a incríveis descobertas – o hotel está disposto em quatro edifícios do século 18, no coração da cidade, onde moda, arte e negócios pulsam continuamente. Claro que tão ambicioso projeto precisava de um arquiteto de porte e o nome surgiu certeiro: Antonio Citterio, profissional acostumado a dar ao peculiar estilo milanês um toque oriental. A junção de várias construções também trouxe flexibilidade, assim, a entrada que recebe visitantes externos diretamente para o Mandarin Bar & Bistrot e o restaurante Seta são acessíveis pela Via Monte di Pietà, mais movimentada. Já a entrada principal, mais utilizada pelos hóspedes, fica na tranquila via Andegari. Impossível não celebrar o fato que a poucos metros do hotel está uma das mais importantes heranças culturais milanesas: o Teatro alla Scala, ou Scala de Milão. Entre os edifícios que compõem o Mandarin Milão figura o Palazzo Confalonieri que já foi uma mansão de nobres, um prédio governamental e também um banco. Nessa área do hotel, relíquias históricas das províncias lombardas estão dispostas nas paredes remetendo ao passado ilustre. Os jardins internos, marca registrada da arquitetura local, também captam os olhares. O desk do concierge e o lobby se tornam ainda mais receptivos se considerarmos a iluminação e o décor que lembram uma sala de estar, com direito a lareira e confortáveis móveis contemporâneos. Quanto ao Bar & Bistrot, com sua barra em forma de U, é um ponto de encontro e, além de um menu vibrante, criado pelo chef Antonio Guida, traz os signos da contemporaneidade  em suas paredes geométricas e nos vidros e espelhos que refletem, ou revelam, os outros ambientes e, por que não dizer, as expressões encantadas dos visitantes. Quem precisa de um tempo no quarto para descansar ou trabalhar, e no nosso caso trabalhar é necessário o tempo todo, vai adorar a comodidade do quarto. Além disso, da troca dos amenities ao room service, tudo apresentava em um serviço polido, atencioso e discreto. Outro trunfo do hotel é o Spa, até porque faz parte da tradição do Mandarin oferecer tratamentos holísticos que inspirem um zen-way-of-life. O design de interiores do espaço, que oferece tratamentos de beleza e também da tradicional medicina chinesa, segue os princípios do feng shui e se destaca pela sofisticação e rigor estético. São seis salas, cada uma adequada ao procedimento a ser realizado. Um salão de beleza conduzido pelo hair stylist Massimo Serini e a academia disponível aos hóspedes, completam a celebração da auto-estima. A equipe da The Insider já incluiu na short list.

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