• ENG PORT

OSTERIA NONNA ROSA

Nonna Rosa comemora primeiro ano com novas receitas. Massa delicada, corte suíno exclusivo e pão de chocolate expõem a força de uma cozinha simples preparada com desenvoltura e afeto.

Ai, se toda avó tivesse um terraço tão agradável e uma cozinha tão distinta quanto a do Nonna Rosa, nos Jardins. Caloroso, com paredes de tijolos expostos, plantas e um longo bar, o restaurante é convidativo. Predicado que se reforça no salão, simultaneamente espaçoso e intimista, e em novidades do menu, como a fiore di melanzane e o ravioli di pere e formaggio.

Em outras palavras, pode-se dizer que o esconderijo da Rua Padre João Manuel se apoia sobre uma combinação sem mistérios, mas imbatível: cozinha italiana clássica, salpicadas de modernidade, ambiente casual e serviço acolhedor.

Cumprimentando clientes regulares e fazendo recomendações aos recém-chegados, é Marcelo Muniz o responsável pelo último fator. Marcelinho lançou-se ao ofício aos 13 anos de idade, numa lanchonete próxima ao Capão Redondo. Aos 17, mirou o mais famoso restaurante de Embu das Artes, O Garimpo de onde saiu após 8 anos para ser cumim no Grupo Fasano de onde passou pela maitria de Fasano Punta del Este, Gero e Trattoria Fasano e onde se profissionalizou na arte que pratica a cada jornada – a de receber.

Suas recomendações são invariavelmente acertadas, dos drinques (incluindo os novíssimos spritz de pêssego com flor de laranjeira e de pepino com menta, de sua autoria) às sobremesas, passando pelo conhecimento profundo de todos os itens do cardápio e pela intimidade com a democrática carta de vinhos.

No entanto, o coração de nonna, como não poderia ser diferente, vem da cozinha, ou melhor, do chef Carlos Leiva. Sua paixão pelos molhos e pelas longas cocções revela os anos em cozinhas francesas, caso da do extinto Eau, no Hyatt paulistano. Já a generosidade das porções e a queda por gordices vem do tempero familiar, de sotaque ítalo-lusitano.

Nesse sentido, o crocchete di riso e funghi (espécie de arancini de cogumelos que devem ser regados por uma fonduta de parmesão, R$ 28) é bom exemplo entre as novas entradas do Nonna Rosa. Já mencionadas, a “flor” composta por 16 fatias de berinjela grelhada e mozarela de búfala (R$ 57) e a delicada massa recheada com taleggio servida com peras caramelizadas (R$ 55), fazem sua parte entre os principais, assim como o corte exclusivo da cotoletta suína à milanesa, escoltada por risoto com açafrão e limão siciliano (R$ 72).

Para rivalizar com o hit mais doce da casa (a crème brûlée de goiabada e queijo de cabra, R$ 30), Leiva introduziu o pane al cioccolato, espécie de brioche fofíssimo, entremeado com cacau 54%, que leva três dias para ficar pronto e, então, seguir morninho à mesa, junto ao sorvete caseiro de baunilha e à ganache de chocolate (R$ 30).

Receitas consagradas durante o primeiro ano do Nonna Rosa, caso do eggy carbonara, coroado com uma gema caipira (R$ 54), e do cremosíssimo cacio e pepe com pistaches (R$ 56), permanecem em cartaz. Assim como o crostini de ragu de costela cozida por mais de 10 horas em fogo bem baixinho (R$ 26) e o polpetone suíno recheado com mozarela de búfala (R$ 66), que lideram os pedidos no delivery (via Rappi). 

Sobre Marcelo Muniz

Marcelo Muniz tinha 13 anos quando começou a trabalhar na lanchonete do cunhado. Os expedientes, que duraram 3 anos, não raro invadiam a madrugada e dificultavam a locomoção do Valo Velho a Embu das Artes, onde ele vivia. Nada que diminuísse o sonho de gerenciar salões de grandes restaurantes. Aos 16 mirou um emprego no restaurante mais conhecido do Embu, o Garimpo do Interior, onde trabalhou por seis anos. Saiu de lá para assumir uma escalada meteórica no Grupo Fasano, onde trabalhou dos 22 aos 30 anos, e foi de de cumin do Gero, passando a garçom, então a maître do Fasano Punta del Este e da Trattoria Fasano, sempre respaldado pelo olhar de Rogerio Fasano.

Quatro anos atrás, abraçou uma proposta mais arrojada de gastronomia e assumiu a maitria do Nino, restaurante que originou o grupo do chef Rodolfo de Santis. Foi ali que passados outros quatro anos, apaixonou-se pelo embrião do Nonna Rosa. Então, além de cuidar de sua abertura, tornou-se sócio do projeto.

Sobre Carlos Leiva

Carlos Leiva, por sua vez, acredita piamente que se não tivesse tido um tio italiano e uma avó portuguesa tão bons cozinheiros, não teria desafiado os pais ao inscrever-se na faculdade de Gastronomia. Dezoito anos depois, porém, o chef tem certeza que venceu o desafio.

Formado no Senac Campos do Jordão consolidou uma carreira: passou mais de um ano no renomado Eleven, em Portugal, por sete anos foi chef executivo do EAU, no hotel Hyatt, e, na sequência, head chef de Jamie Oliver no Brasil por outros quatro. Até que, de subchef no Nino, assumiu a inauguração, chefia e sociedade no Nonna Rosa.

Osteria Nonna Rosa

R. Padre João Manuel, 950 – Jardins, São Paulo

Telefone(11) 2369-5542

@osterianonnarosa

whats app